O que será desse tempo? Nunca acreditei neles, mas talvez seja porque nunca me coloquei numa situação semelhante. O orgulho e a ansiedade imaturos nunca me permitiram a exposição a tal latência, inespacial e ansiógena. Qualquer problema era motivo para o fim. Com isso, adiei muito aprendizado.
Você não me decepcionou em nenhum momento. E, se o tivesse feito, não deveria pedir desculpas – decepções são fruto de expectativas não atendidas... e quem cria as expectativas somos nós. Você me magoou algumas vezes sim, e está desculpado por isso – mesmo que eu ainda não tenha clareza de que sejam necessárias desculpas por isto.
Quando te liguei ontem foi apenas por uma preocupação pragmática... mas eu já estava realmente dormindo quando sua mãe me perguntou por você. Não fossem os perigos reais do mundo extra psíquico, não é o que eu deveria ter feito. Mas eu também não deveria ter buscado o seu beijo – que foi o pior, o mais insípido e o menos estimulante que já experimentei de você. Está previsto pra este tempo bastante tempo – eis aqui uma expectativa que crio e gostaria que fosse quebrada... superada, como tantas outras. Contudo, procuro manter os pés no chão para criar expectativas realistas, não tolamente otimistas. O que não está previsto, mas provavelmente pressuposto, são as muitas experiências pelas quais teremos que passar. Eu e você, cada um em seu tempo. Sabe-se lá que tipo de transformações poderão resultar dessas experiências e que conseqüências devemos esperar para nós, daí não como pessoas isoladas, sim compartilhando experiências. Mas é um risco que pretendo correr, principalmente por desejar o que, presunçosamente, julgo ser o melhor pra você. Não lhe desejo conforto. Desejo-lhe crescimento e entendimento. Depois disso, desejo a felicidade que couber em meio a tudo isso. Porque a vida é tudo isso.
Devo me furtar a tantas outras coisas que gostaria de dizer, porque estaria fazendo justamente a coisa errada, reincidentemente. Portanto, direi apenas que espero que, se isso for possível, no momento em que for possível, nos encontremos novamente, sendo pessoas melhores. Eu quero ser melhor, mas ainda preciso descobrir de que forma – lembrando que esse processo nunca se esgota. E quero encontrar em você a pessoa que você é, pessoa esta que você só me apresentará se já conhecer.
Quero você, mas só o quero quando for capaz de se querer, por conhecer-se e gostar-se o suficiente para entender que as pessoas podem gostar daquilo que você é, sem mais... sem precisar do seu amparo constante ou da sua submissão. Só assim poderei estar com você.
Você não me decepcionou em nenhum momento. E, se o tivesse feito, não deveria pedir desculpas – decepções são fruto de expectativas não atendidas... e quem cria as expectativas somos nós. Você me magoou algumas vezes sim, e está desculpado por isso – mesmo que eu ainda não tenha clareza de que sejam necessárias desculpas por isto.
Quando te liguei ontem foi apenas por uma preocupação pragmática... mas eu já estava realmente dormindo quando sua mãe me perguntou por você. Não fossem os perigos reais do mundo extra psíquico, não é o que eu deveria ter feito. Mas eu também não deveria ter buscado o seu beijo – que foi o pior, o mais insípido e o menos estimulante que já experimentei de você. Está previsto pra este tempo bastante tempo – eis aqui uma expectativa que crio e gostaria que fosse quebrada... superada, como tantas outras. Contudo, procuro manter os pés no chão para criar expectativas realistas, não tolamente otimistas. O que não está previsto, mas provavelmente pressuposto, são as muitas experiências pelas quais teremos que passar. Eu e você, cada um em seu tempo. Sabe-se lá que tipo de transformações poderão resultar dessas experiências e que conseqüências devemos esperar para nós, daí não como pessoas isoladas, sim compartilhando experiências. Mas é um risco que pretendo correr, principalmente por desejar o que, presunçosamente, julgo ser o melhor pra você. Não lhe desejo conforto. Desejo-lhe crescimento e entendimento. Depois disso, desejo a felicidade que couber em meio a tudo isso. Porque a vida é tudo isso.
Devo me furtar a tantas outras coisas que gostaria de dizer, porque estaria fazendo justamente a coisa errada, reincidentemente. Portanto, direi apenas que espero que, se isso for possível, no momento em que for possível, nos encontremos novamente, sendo pessoas melhores. Eu quero ser melhor, mas ainda preciso descobrir de que forma – lembrando que esse processo nunca se esgota. E quero encontrar em você a pessoa que você é, pessoa esta que você só me apresentará se já conhecer.
Quero você, mas só o quero quando for capaz de se querer, por conhecer-se e gostar-se o suficiente para entender que as pessoas podem gostar daquilo que você é, sem mais... sem precisar do seu amparo constante ou da sua submissão. Só assim poderei estar com você.
04.04.2010
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