terça-feira, 31 de agosto de 2010

26 de agosto de 2010. Um tempo depois.

Imagino o suicídio como uma implosão alternativa, explodindo pra dentro o que não consegue ir pra fora. E vejo, todos os dias, os suicídios paliativos, sutis e sucessivos.
Eles podem se manifestar como implosões explosivas, que poderão ser caracterizados como uma síncope, outra espécie de surto ou nervosismo, mas também como explosões surdas e poderosas, que daí serão caracterizados, muito provavelmente, como uma depressão ou como apatia e baixa responsividade.
No fim, o nome que damos não muda o que a coisa é. Ela é. Mas pode ser que mude o modo como nos relacionamos com ela. E isto pode ser um problema, porque acabamos nos esquecendo de que até mesmo o ataque pode ser um pedido de socorro.
Como deveríamos nos relacionar com a nossa própria destrutividade? Aniquilação de si, anulamento do outro e fim dos problemas? É bem verdade que concentro tudo o que me cabe nos relacionamentos que estabeleço e não nas coisas que obtenho, produzindo relações criativas - porque eu me canso fácil. Insatisfeita condição humana.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sobre um nariz muito especial...

que aspira a uma vida melhor - agora sabendo que toda vida pode ser melhor do que está, porque não existe uma que seja a melhor.
Há um mês os ares mudaram e o que eu mais quero é poder respirar mais disso tudo - sentir os cheiros que fazem mudar o sabor das coisas.
Todos os dias tem sido mais doces, as tarefas tem tido uma textura mais suave e as noites tem sido mais apetitosas.
Quero degustar montes desses aromas, experimentar as novas sensações que eles trazem e viver intensamente o que tiver pra ser vivido. E, quando isso se esgotar, quero ter criatividade para desenvolver novas vivências, resignificando os cheiros e transformando, mais uma vez, os então velhos sabores.
Isso porque eu não vejo cores, eu sinto cheiros.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

tudo são cascas de cebola

showmício psicanalítico. foi tenso.

e ontem eu lembrei duma coisa que me deixou feliz - felicidade atípica... inconvencional... inconveniente... sei lá. mas eu gosto!
tenho ao meu lado uma pessoa que é decente e, além disso, faz isso por mim. é perfeito.

dá-lhe análise!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"A vida custa um bocado de tempo e um monte de relacionamentos"

transcrito dum livro que, acredito, tenha recentemente se tornado um best-seller. Ainda não o li todo. Por enquanto está interessante. A Cabana, à disposição para qualquer eventual interesse.
Tou pegando o ritmo das aulas, ainda que lentamente, eu acho... lendo o tal livro, 'vi psicanálise' de um jeito bem claro em vários momentos dele. Precisando voltar à forma. Na academia também.

"Se você quiser ir só um pouquinho mais fundo, poderíamos falar sobre a natureza da própria liberdade. Será que liberdade significa que você tem permissão para fazer o que quer? Ou poderíamos falar sobre tudo o que limita a sua liberdade. A herança genética de sua família, seu DNA específico, seu metabolismo, as questões quânticas que acontecem num nível subatômico onde só eu sou a observadora sempre presente. Existem as doenças de sua alma que o inibem e amarram, as influências sociais externas, os hábitos que criaram elos e caminhos sinápticos no seu cérebro. E há os anúncios, as propagandas e os paradigmas. Diante dessa confluência de inibidores multifacetados - ela suspirou -, o que é de fato a liberdade?"

Disso... não que eu concorde plenamente com tudo o que foi ou com o jeito como foi dito. Mas tem bastante coisa interessante aí. Algumas coisas... bem, é o que venho dizendo.