quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O deus sou eu.

preocupações com dinheiro... temporariamente resolvidas.
preocupações com os trabalhos e, pior, a data de suas entregas... ainda não tão urgentes.
que preocupação é essa, então? dor no peito, de estômago, mal estar generalizado, canseira que vem sei lá de onde.
preocupações com o corpo, mesmo com exames de sangue demonstrando que estou com uma saúde razoavelmente satisfatória.
que tipo de preocupação é essa... que está em todos os lugares, assume todas as formas e não se mostra em nenhuma configuração original e/ou específica? Oh! Seria isso a manifestação divina?
pois é. eu tenho o deus em mim.

obs: odeio os narcisistas - os explicitamente narcisistas, é claro... talvez porque lhes falte um pouco de classe em sua forma de atuação. Sejamos refinados, por favor.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

será?

será que tão te dando comida? será que tão cuidando bem de você? será que tão brincando com você? será que você tá dormindo num lugar confortável? será que você tá bem?

muita saudade. com certeza. obrigada pelo tempo que ficou comigo. e pelo que fez comigo.

domingo, 19 de setembro de 2010

o psicótico possui um argumento muito sedutor, seu discurso pode ser muito lógico e totalmente convincente. Como perceber a sutileza psicótica? "sair do mundo". Está lançado um desafio - extremamente difícil de ser superado, pois o mundo da fantasia é satisfatório, o que faz com que os argumentos a seu favor sejam bem mais cativantes. Existe um único argumento que lhe contrapõe e tem algum peso, que é o de que ele não é um mundo real, é apenas uma fantasia. Ok. Mas, até aí, por que deveríamos acreditar num julgamento que diz que a realidade é melhor que a fantasia? Se sinto como real, então...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

16/09/2010

Por que não fazer do jeito que estou com vontade? Quis colocar a data no canto direito, em cima – para isso, tive de lutar duas vezes, munida de borracha, contra a caixa destinada a esse tipo de registro no canto esquerdo e superior da página. Mas, antes da data, o problema (ou a solução) foi com o lápis! Me deu uma vontade escrever a lápis, de dizer a palavra lápis, de repetir “lápis, lápis, lápis...”
Indefinidamente, tal como usar essa borracha plástica – branca e macia – e retornar ao apontador o lápis! Que saudades dessas coisas que nunca vivi... apontadores e lápis de escrever não são coisas presentes nas minhas memórias, mas, agora, estão me despertando uma intensa nostalgia. Nem mesmo a borracha... ela era verde e um pouco dura. Às vezes borrava a página. Que coisa singela lembrar da minha mãe apontando os meus lápis de cor com um estilete. Que sensação de inocência me provoca a lembrança do meu pai me mostrando os lápis que meu avô teria deixado como lembrança – porque ele fazia desenhos industriais e queria ver a neta arrasando no mesmo ramo. Mas quanto a isso não consigo sentir nada.
Sabe, acho que havia conhecido poucas histórias até sair de casa... quantas histórias poderei conhecer até sair do mundo? Será que é algo em que deveria investir? Mostre-me. Quais são os seus argumentos mais sedutores. Eu direi se eles me encantarem.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Quantas horas eles passam olhando pra TV, diariamente? Eles passariam um terço desse tempo olhando um para o outro? Eles passariam um quarto desse tempo ouvindo o outro contar sobre o seu dia? Eles passariam um quinto desse tempo compartilhando um silêncio e uma refeição? Eles passariam um minuto se amando mutuamente, sem precisarem de absolutamente nada para isso? Será que nós passaremos metade de nossas vidas vivendo mediocremente? Quanto tempo de reflexão é preciso, por dia, para sabermos as respostas de todas as nossas questões existenciais? Aliás... mais que isso! Quanto tempo não seria preciso para que pudéssemos formular adequadamente essas questões? Uma quinta sem nada pra fazer... num velho refúgio, que é hostil e aconchegante.