terça-feira, 17 de maio de 2011

David Coverdale.

É o tipo de coisa que eu não gosto muito: o cara subiu na vida por conta do grupo - reconheça-se isso ou não, ele próprio ou seu grupo de fãs - e daí a altura sobre à cadeça dele. Daí ele se acredita auto-suficiente, sai por aí metendo a banca e inicia uma carreira solo - "solo", porque o nego não consegue fazer nada sozinho, ele só arranjou novos burros de carga. Nada a ver com o David, de fato, porque nem conheço a história dele. Eu só conheço a minha. E olhe lá.
Era um puta evento, cheio de atrações internacionais que eu tava doida pra ver. A gente tava junto, foi muito legal, nós éramos amigos. Daí, lá pro fim do evento, quando estava chegando a hora da atração principal, resolveram que era hora de ir embora. Quer saber? Nem fez diferença, fui embora na boa, nem fiz questão de ver no palco quem, afinal, era a estrela da noite. Esses são os fatos históricos.
Era eu e meu brother, que era justamente o Coverdale - e ele era MUITO brother, do peito mesmo, eu não tinha dúvidas. Essa é a constatação onírica.
Mistura tudo e leva ao forno: não quero olhar pra baixo e ver o palco sob os meus pés. Não quero olhar pro lado e vê-lo ao meu lado - quando, na verdade, eu sei que ele está em qualquer lugar, menos lá.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A supremacia do significante.

porque, afinal de contas, é só a partir da sua articulação que se produz o significado. Inconsciente real, concreto. Não há nada mais profundo que o superficial.
Contudo, isso que ele falava, não é o que eu vou falar.
Minha conclusão, que é outra, é: submissão ao objeto idealizado. No fim das contas, qualquer tipo de amor, de investimento libidinal, é narcísico.

Eu poderia sentir isso por qualquer um.

isso porque não importa quem, mas o quê. Pessoas são coisas. Coisas que sustentam - ou não - as imagens que eu construí das pessoas. E a partir daí, elas se tornam - ou não - importantes para mim. Inicia-se a metonímia do desejo - uma substituição significante consecutiva à outra, uma após a outra, sem parar, repetindo-se, dissimulando-se, o vestimento das coisas com as cores que eu vejo. Um significante após o outro. Uma pessoa depois da outra. Há tempo pra elaborar? Mas, se isso está aqui, não dá pra esperar: isso precisa de corpo, e logo, e agora, e de novo, e mais uma vez! Desejo fluido, líquido motor das engrenagens de nossas relações, de nossas realizações... e, por que não, de nossa estagnação.

03.05.2011