Quanto tempo faz que não me dedico a isso... sentar e procurar me organizar internamente com uma folha de papel. Várias coisas tem contribuído com isso... e, provavelmente, é uma das primeiras vezes que não me refiro a isso como reclamação nem tenho o intuito de exprimir qualquer amargura. É fácil resumir todas essas coisas a uma classe suficientemente ampla para conter tudo que dá sentido: o relacionamento com o outro.
Apesar de todos os relacionamentos já vividos, tanto os extremamente superficiais quanto os profundamente íntimos, nunca algum foi como esse - por mais que se possa dizer que, em qualidade, sejam iguais, jamais poderão sê-lo em virtude. Vicissitudes.
Assim me separei de quem eu era, daqueles que me eram. Daí me aproximei, me fundi, me perdi... inovei a condição de ser aquele que me é. Então, após todo o sofrimento imposto pela resistência inerte por detrás da qual me protegi, pude ver seus olhos. E eles começaram a ganhar vida. E, depois disso, começaram a me dar luz. E, só então, pude me ver. E daí conheci aqueles que não me eram. E me encontro, justamente neste ponto, errando e vivendo. Me reconhecendo, me identificando em todos aqueles detalhes nos quais me faço presente.
Finalmente eu conheci - um pouco - fora de mim. Só assim pra saber quem estou sendo.*
* cabe salientar que este não é um gerúndio injustificado, mas mensageiro do aspecto processual daquilo a que me refiro.