terça-feira, 29 de abril de 2008

sobre respeitar o tempo dos outros ...

Há verdade no senso comum e nos provérbios populares. De fato há verdade nisso tudo e em outras coisas mais. Mas há também o depósito errôneo de outros gêneros nesse tipo de conhecimento. Quem enuncia essas verdades, por vezes, as dota de uma carga de preconceitos pessoais, além de, provavelmente, frustrações e todo tipo de sentimento ou valor contagioso.
Só se dá valor para determinado aspecto após dar-se pela falta do mesmo.
É dispensável explicar qualquer coisa a respeito, pois, todos sabemos, se não com a alma, ao menos com nossa capacidade interpretativa, o significado desse ditado. Além de que, no momento, não convém a interpretação pronta de uma única pessoa sendo imposta, pois toda a idéia cairia em contradição.
Basta dizer que esse é um ótimo ponto para ser tomado como exemplo. É de praxe que alguém, ao buscar apoio para uma situação que poderia ser prevista com esse conhecimento específico, seja recebido com afirmações de pretensa sabedoria. Como se houvesse alguém capaz de sempre saber tudo de antemão. Saber com verdade, saber sem a necessidade de provar o saber. Saber no mais puro sentido do verbo. Saber com propriedade.
Um sábio respeitaria o tempo de aprendizagem do próximo.
Além disso, ele parabenizaria o outro por sua inédita descoberta, com sincera admiração.
Não sou sábia. E fico furiosa porque os outros também não são.

sábado, 5 de abril de 2008

Loucura... toda essa contradição, a aporia do meu ser. Excentricidade. Abraços. Desespero... medo de encarar a vida, de não saber se o que está sendo feito é o certo, tampouco se aquilo que seria feito para mudar o é. Medo do caminho trilhado, mas também medo de imaginar o outro possível. Medo da possibilidade do arrependimento perante qualquer decisão que seja tomada. Medo também de ser passiva e não tomar decisões. Medo de tomar as rédeas da própria vida. Medo de encarar a vida. Medo de estar sozinha. Medo de toda essa indecisão. Medo do mundo. Medo do amor e da dor. Desespero generalizado. Paixão... amor pela vida, por toda e qualquer experiência, as prazerosas e também as dolorosas. Mas, principalmente, amor desenfreado pelas experiências que envolvem simultaneamente o prazer e a dor. Eufemismo... nenhuma exteriorização, nenhuma manifestação, só o belo, a reclusão. Sem demonstrações. Apenas idéias íntimas. Sentimentos particulares. A expressão da normalidade, rasa e simples. Confortável, fácil, aceitável... socialmente preferencial.