domingo, 11 de julho de 2010

I was looking for a balm...

Lacan: as drogas são concebidas como sendo uma das formas pelas quais o sujeito pode evitar de ter de voltar a confrontar-se com a castração, obturando, assim, a angústia que surgiria como resultado lógico do seu encontro com o desejo do Outro, desejo que, enquanto tal, é marcado pela impossibilidade da existência de um objeto que o satisfaça por completo.

Assim... me parece que a gente tá fazendo tudo errado, o tempo todo. Para lidarmos com os usuários de drogas, se entendermos a sua prática como um problema e procurarmos intervir nessa situação, não devemos combater as drogas - assim, só afastaremos de nós aqueles que queremos próximos. É preciso entender qual o significado da droga, o que caracteriza e orienta a relação de um sujeito com tal substância. É preciso ter algo melhor pra oferecer.

Para satisfazer as necessidades acadêmicas, inerentes ao que tenho sido, seguem as referências: Uma leitura psicanalítica do fenômeno do uso de drogas na contemporaneidade. Cynara Teixeira Ribeiro.

The more you change, the more they seem the same.

E sempre é esse o discurso. E parece que tou dizendo o maior absurdo quando digo que isso não precisa ser desse jeito. Mas não precisa - eu sei, eu vi lá fora. O jeito padrão de fazer as coisas não é o único que existe. Quem deveria poder impedir a gente de fazer o que quiser, afinal, que garantia a gente tem de que isso ou aquilo é o melhor? Se eu aceito a garantia do outro, só tou tentando me esquivar duma responsabilidade... mas eu deveria desejar intensamente carregar essa responsabilidade... quem mais deveria ser responsável pela minha vida depois de eu ter saído da condição necessariamente parasita?

sábado, 10 de julho de 2010

Hokage

... uma garota ousada, que quer assumir papeis que não são seus só pra provar pra todo mundo que ela consegue fazer isso. Só pra provar o quanto ela é forte. Mas, na verdade... não é nada disso. Ela só quer que alguém diga ou mostre pra ela que ela pode fazer isso... que ela é forte. Porque, na verdade, ela não sabe se é forte. Ela não se sente forte. Talvez esse não seja o modo mais apropriado pra fazer isso, mas é o único que ela encontrou. Ninguém a ensinou a ser de outro jeito... aliás, talvez ninguém a tenha ensinado a ser nada. Ela foi tentando aprender a ser várias coisas, compiladas em uma só. E aí mesmo ela se enganou. Não dá pra ser várias coisas, dentro da gente só cabe uma coisa: aquela que a gente é. Como saber se a gente gosta daquilo que a gente é? E, se não gostar, como devemos lidar com isso? E, ainda, se gostar, que tipo de liberdade ou deliberação isso nos dá?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

domingo inevitável.

invariavelmente seria assim - o desenrolar (ou enrolar, não?) dos fatos, não dos sentimentos evocados (velho SD, velho padrão de respostas, nova contingência... velhos novos sentimentos).

há uma certa resistência quanto a tentar organizar os pensamentos a respeito disso, transpassada pela influência de amigos e outras pessoas mais. Sentimentos são emoções pensadas? Não sei como significar...

você se mostrou agradável, você se mostrou interessado, você se mostrou recluso, você tomou a iniciativa, você esperou que eu tomasse conta de tudo - inclusive de você. Do que você precisa? Eu acho que sei como fazer para que eu seja aquilo de que você precisa - mas, ao passo que sei, não deve ser correto fazê-lo... ainda mais por saber, também, que, ao tornar-me aquilo de que você precisa, automaticamente me torno algo inteiramente dispensável.

tanta culpa, tanto medo, tanta carência... e a maior parte disso não me pertence - apesar de eu tomar para mim boa parte de tudo. Não são coisas minhas. Então, por que as quero para mim?

Eu o quero todo para mim, mas naqueles termos de um amor histérico... muito provavelmente. Vendo isso, me sinto tão vil... Lucrécia! No começo eu achei que queria estar junto, mas agora me parece que eu quero devorar, apropriar-me compulsivamente de tudo. Tudo. Não era isso o que eu gostaria de querer.
Não é, factualmente, o primeiro, mas é o primeiro - e provavelmente o único - com o qual todos os próximos serão comparados. Verdade interna detectada e detestada. Momentos iniciais de negação que logo cessarão... assim espero. A razão disso tudo? Não sei, apenas imagino.


domingo, 4 de julho de 2010

and I love her.

tava ali do meu lado, mas não senti nada.

sábado, 3 de julho de 2010

I've just got my ticket to ride!

and so I'm just enjoying the trip!

hearing Beatles in this situation for the first time, by the way! I have never understood the reasons why so many people could like Beatles... it was just because I have never done this before! Man! It's the bigger trip at home! Yesterday I've got THE ticket to ride, to travel in a yellow submarine, destination to Strawberry Fields! Hey, dude! I'm saying to you... it's a revolution [, baby!!!]! With a little help from my friends, here comes the Sun everytime I get this way! Soon, I'll get back... how I wish I could feel this way eight days a week, but, anyway... let it be!

2x1 #fail

não saia com a camisa da Holanda na rua.
não poste antecipadamente no Twitter.
não beba numa cidade pequena e frequente os lugares que seu pai poderia frequentar, ao mesmo tempo, depois de ter bebido nesse inferninho - pode ser mau.

New years day.

tocando U2 no pastel do japa, tomando cerveja sozinha enquanto espero o Lucas chegar. Isso porque, no instante em que pisei na plataforma da rodoviária de Paulínia, o ônibus do Parque da Represa saiu - o próximo é só daqui a uma hora. Ah! Eu estava descendo do ônibus de São Paulo - estive no metrô, viajando da Saúde ao HCor e depois da Saúde ao Tietê. Quantos paradoxos! Ah²! Estive lá para assistir a algumas palestras de Psicologia Hospitalar. É, hoje a caipira se sente excêntrica.
O Lucas chegou.

01.07.2010