... uma garota ousada, que quer assumir papeis que não são seus só pra provar pra todo mundo que ela consegue fazer isso. Só pra provar o quanto ela é forte. Mas, na verdade... não é nada disso. Ela só quer que alguém diga ou mostre pra ela que ela pode fazer isso... que ela é forte. Porque, na verdade, ela não sabe se é forte. Ela não se sente forte. Talvez esse não seja o modo mais apropriado pra fazer isso, mas é o único que ela encontrou. Ninguém a ensinou a ser de outro jeito... aliás, talvez ninguém a tenha ensinado a ser nada. Ela foi tentando aprender a ser várias coisas, compiladas em uma só. E aí mesmo ela se enganou. Não dá pra ser várias coisas, dentro da gente só cabe uma coisa: aquela que a gente é. Como saber se a gente gosta daquilo que a gente é? E, se não gostar, como devemos lidar com isso? E, ainda, se gostar, que tipo de liberdade ou deliberação isso nos dá?
sábado, 10 de julho de 2010
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