Qualquer esperança é tola. Essa esperança que impede a fazerança efetiva do esperado. Não devemos esperar pelo fazido, não precisamos fazer o esperado. Devemos fazer sem esperar o que deve ser feito pelos que esperam. Espere só pra ver!
domingo, 16 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Patologias complementares.
vai que é assim que tem que ser. Como saber? O que 'tem que ser' seria aquilo que é preciso ou como o é para que sejamos felizes. Ser feliz é sentir-se feliz a maior parte do tempo e, quando não, ao menos com reserva energética suficiente para continuar, esperando (quiçá buscando) estar feliz novamente, não é? Por ora, isso me basta como satisfação às exigências obsessivas. Seguem as questões.
A intenção não é aliviar a tensão, iniciar a homeostase e encontrar-se numa condição de mórbida harmonia. Não mesmo? Por que não desejar o conforto quando ele é tudo o que queremos? Não. Qual então seria a intenção? Alguém disse que a satisfação plena... mata a alma e envenena. O gozo final se equipara à morte; eis o último suspiro.
Uma condenável liberdade aspirada com um tímido remorso. Vinculação desapegada. É o que tenho dito para a minha amiga. Só não sei se acredito nisso, tampouco (ainda menos, diria) se consigo praticá-lo. Se o interesse é basicamente um processo espelhar, por que não sou auto suficiente?
Trocando miúdos, não consigo ver uma forma mais perfeita de me tornar um ser completo. Troca mútua, necessidade e atendimento recíprocos além de quase doentia ansiedade por servidão. A garantia maravilhosa da permanência, da constância e da disponibilidade - enquanto for uma constante disponibilidade presente, apenas. E quando não existir a condição perfeita? O sofrimento é muito maior. That's why, baby, o sofrimento da ausência é a alternativa escolhida - otimismo expresso como aparente pessimismo. Pobres mortais, reles (des)entendedores. Não sei se eu suportaria perder-me, dissolvendo-me no outro na tentativa de unificação. Não posso acreditar nela. Não me permito.
A intenção não é aliviar a tensão, iniciar a homeostase e encontrar-se numa condição de mórbida harmonia. Não mesmo? Por que não desejar o conforto quando ele é tudo o que queremos? Não. Qual então seria a intenção? Alguém disse que a satisfação plena... mata a alma e envenena. O gozo final se equipara à morte; eis o último suspiro.
Uma condenável liberdade aspirada com um tímido remorso. Vinculação desapegada. É o que tenho dito para a minha amiga. Só não sei se acredito nisso, tampouco (ainda menos, diria) se consigo praticá-lo. Se o interesse é basicamente um processo espelhar, por que não sou auto suficiente?
Trocando miúdos, não consigo ver uma forma mais perfeita de me tornar um ser completo. Troca mútua, necessidade e atendimento recíprocos além de quase doentia ansiedade por servidão. A garantia maravilhosa da permanência, da constância e da disponibilidade - enquanto for uma constante disponibilidade presente, apenas. E quando não existir a condição perfeita? O sofrimento é muito maior. That's why, baby, o sofrimento da ausência é a alternativa escolhida - otimismo expresso como aparente pessimismo. Pobres mortais, reles (des)entendedores. Não sei se eu suportaria perder-me, dissolvendo-me no outro na tentativa de unificação. Não posso acreditar nela. Não me permito.
12.05.2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Um grande dom traz consigo uma grande responsabilidade...
ou qualquer coisa do tipo. Uma mãe-rainha disse ao seu filho-príncipe-prestes-a-se-tornar-rei num filminho hollywoodiano qualquer há algum tempo. O assisti com a minha própria mãe-mãe. Lembro de sua concordância com a sabedoria soberana. Lembro do impacto na decisão do, então, rei. Mas... e agora? O que podemos dizer do conhecimento? Qual o tamanho do pecado de desejar uma ignorância ciente? Sobre tudo aquilo que sei... sobretudo o que desejo. Ou não.
brisas éticas ...
qual o critério para julgar um ser (como) vivo? quero dizer... um ser vivo é aquele que passa pelo ciclo da vida? - nasce, cresce, se reproduz e morre. uma rocha, por exemplo, nasce por um processo de sedimentação, torna-se uma montanha enorme, decompõe-se em pedrinhas, depois transforma-se numa depressão, extinguindo-se, enquanto suas pedrinhas descendentes estão, ao lado, germinando um novo tipo de relevo. uma pedra é um ser vivo? o que não é um ser vivo? só porque o tempo de vida de uma rocha é tão grande que nós, em nossa vidinha espacialmente minúscula quando à dela comparada, não conseguimos apreender o seu ciclo, nos atendo portanto ao recorte de seu processo de nascimento, desenvolvimento, consolidação de seu estado de rocha e fim de tudo (ou quase tudo), é certo considerá-la como um ser bruto, sem vida? qual o critério de significância da vida? quem somos nós para nos darmos a liberdade de ignorar a essência da rocha e suas questões existenciais?
30 de abril de 2010
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