vai que é assim que tem que ser. Como saber? O que 'tem que ser' seria aquilo que é preciso ou como o é para que sejamos felizes. Ser feliz é sentir-se feliz a maior parte do tempo e, quando não, ao menos com reserva energética suficiente para continuar, esperando (quiçá buscando) estar feliz novamente, não é? Por ora, isso me basta como satisfação às exigências obsessivas. Seguem as questões.
A intenção não é aliviar a tensão, iniciar a homeostase e encontrar-se numa condição de mórbida harmonia. Não mesmo? Por que não desejar o conforto quando ele é tudo o que queremos? Não. Qual então seria a intenção? Alguém disse que a satisfação plena... mata a alma e envenena. O gozo final se equipara à morte; eis o último suspiro.
Uma condenável liberdade aspirada com um tímido remorso. Vinculação desapegada. É o que tenho dito para a minha amiga. Só não sei se acredito nisso, tampouco (ainda menos, diria) se consigo praticá-lo. Se o interesse é basicamente um processo espelhar, por que não sou auto suficiente?
Trocando miúdos, não consigo ver uma forma mais perfeita de me tornar um ser completo. Troca mútua, necessidade e atendimento recíprocos além de quase doentia ansiedade por servidão. A garantia maravilhosa da permanência, da constância e da disponibilidade - enquanto for uma constante disponibilidade presente, apenas. E quando não existir a condição perfeita? O sofrimento é muito maior. That's why, baby, o sofrimento da ausência é a alternativa escolhida - otimismo expresso como aparente pessimismo. Pobres mortais, reles (des)entendedores. Não sei se eu suportaria perder-me, dissolvendo-me no outro na tentativa de unificação. Não posso acreditar nela. Não me permito.
A intenção não é aliviar a tensão, iniciar a homeostase e encontrar-se numa condição de mórbida harmonia. Não mesmo? Por que não desejar o conforto quando ele é tudo o que queremos? Não. Qual então seria a intenção? Alguém disse que a satisfação plena... mata a alma e envenena. O gozo final se equipara à morte; eis o último suspiro.
Uma condenável liberdade aspirada com um tímido remorso. Vinculação desapegada. É o que tenho dito para a minha amiga. Só não sei se acredito nisso, tampouco (ainda menos, diria) se consigo praticá-lo. Se o interesse é basicamente um processo espelhar, por que não sou auto suficiente?
Trocando miúdos, não consigo ver uma forma mais perfeita de me tornar um ser completo. Troca mútua, necessidade e atendimento recíprocos além de quase doentia ansiedade por servidão. A garantia maravilhosa da permanência, da constância e da disponibilidade - enquanto for uma constante disponibilidade presente, apenas. E quando não existir a condição perfeita? O sofrimento é muito maior. That's why, baby, o sofrimento da ausência é a alternativa escolhida - otimismo expresso como aparente pessimismo. Pobres mortais, reles (des)entendedores. Não sei se eu suportaria perder-me, dissolvendo-me no outro na tentativa de unificação. Não posso acreditar nela. Não me permito.
12.05.2010
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