sexta-feira, 17 de setembro de 2010

16/09/2010

Por que não fazer do jeito que estou com vontade? Quis colocar a data no canto direito, em cima – para isso, tive de lutar duas vezes, munida de borracha, contra a caixa destinada a esse tipo de registro no canto esquerdo e superior da página. Mas, antes da data, o problema (ou a solução) foi com o lápis! Me deu uma vontade escrever a lápis, de dizer a palavra lápis, de repetir “lápis, lápis, lápis...”
Indefinidamente, tal como usar essa borracha plástica – branca e macia – e retornar ao apontador o lápis! Que saudades dessas coisas que nunca vivi... apontadores e lápis de escrever não são coisas presentes nas minhas memórias, mas, agora, estão me despertando uma intensa nostalgia. Nem mesmo a borracha... ela era verde e um pouco dura. Às vezes borrava a página. Que coisa singela lembrar da minha mãe apontando os meus lápis de cor com um estilete. Que sensação de inocência me provoca a lembrança do meu pai me mostrando os lápis que meu avô teria deixado como lembrança – porque ele fazia desenhos industriais e queria ver a neta arrasando no mesmo ramo. Mas quanto a isso não consigo sentir nada.
Sabe, acho que havia conhecido poucas histórias até sair de casa... quantas histórias poderei conhecer até sair do mundo? Será que é algo em que deveria investir? Mostre-me. Quais são os seus argumentos mais sedutores. Eu direi se eles me encantarem.

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