Não sei se é o período, se são os compromissos, as pendências ou os acontecimentos últimos. Deve ser um pouco de tudo. São saudades de casa, mas sem vontade de voltar. Parece que nenhuma companhia seria boa o suficiente. Sequer simplesmente boa.
Daqui posso ver vários núcleos de vidas funcionando. Vejo-os, relativamente perto, mas nada sei além de sua superficialidade. A música traz à tona o medo de, de longe, perder o que se tem muito próximo, ainda que à distância. Não gostaria de perdê-los, todos os que tenho. Mas, um pouco histericamente, também não quero abrir mão de tudo o que posso ter. Porque, afinal, o que teríamos no fim, não?
Que substância existe naqueles que não amo? Como poderei amar aqueles que não conheço, ainda mais quando eles só virão ao meu encontro porque não foram capazes de encontrar nenhum outro amor? Como ser altruísta e vender os sentimentos? Seria isso tratar levianamente os sentimentos, com uma frieza premeditada e argumentativamente justificável? Tratar daquilo que há de mais delicado com sutil brutalidade não me parece fácil. Não que eu gostaria que fosse fácil. Gosto de desafios, sei bem que posso morrer enfrentando-os. A grande questão é: será que realmente quero conseguir tudo isso? Será que quero despir-me de humanidade para, então, devotar-me a ela?
Ah, que saudades sinto da ignorância.
Daqui posso ver vários núcleos de vidas funcionando. Vejo-os, relativamente perto, mas nada sei além de sua superficialidade. A música traz à tona o medo de, de longe, perder o que se tem muito próximo, ainda que à distância. Não gostaria de perdê-los, todos os que tenho. Mas, um pouco histericamente, também não quero abrir mão de tudo o que posso ter. Porque, afinal, o que teríamos no fim, não?
Que substância existe naqueles que não amo? Como poderei amar aqueles que não conheço, ainda mais quando eles só virão ao meu encontro porque não foram capazes de encontrar nenhum outro amor? Como ser altruísta e vender os sentimentos? Seria isso tratar levianamente os sentimentos, com uma frieza premeditada e argumentativamente justificável? Tratar daquilo que há de mais delicado com sutil brutalidade não me parece fácil. Não que eu gostaria que fosse fácil. Gosto de desafios, sei bem que posso morrer enfrentando-os. A grande questão é: será que realmente quero conseguir tudo isso? Será que quero despir-me de humanidade para, então, devotar-me a ela?
Ah, que saudades sinto da ignorância.
02 de dezembro de 2009
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