é incrível o poder indutor de subjetividades da música. E nem é uma música da qual eu gosto muito... tô aqui, numa dinâmica de modelar a mim mesma com um pouco de massinha caseira, contribuindo para o seminário dum pessoal da sala. Durante a atividade estão rolando uns sonzinhos aleatórios, violão e voz fofíssimos e outras singelas mercadorias musicais perfeitamente palatáveis. Observando tudo com uma certa nostalgia precoce (sentimento recorrente nos últimos tempos, diga-se de passagem)... todos se divertindo, cantarolando juntos, dançando timidamente uns passos frenéticos... todos embalados por uma coisa quase tão sobrenatural quanto a bola dessa Copa. Parecemos todos tão amigos. Só pra constar... eu adoro todos, mas não ligo a mínima pra maioria deles. Não me interesso por eles agora... e resisto à idéia de que um dia poderei ser tomada por um súbito e intenso interesse a seu respeito. Naturalmente artificial esse tipo de movimento. Por ora, não quero me render a isso. Modelei uma coxinha - depois de me fazer com cara de batata. Oh... ainda tem alguém assoviando a musiquinha dissimulada.
14.06.2010
14.06.2010
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