Por que tão feliz?
Eu gostaria de não estar tão bem, pois assim eu poderia me sentir um pouco melhor. Não acho a felicidade muito intelectualizada... acho-a menos ainda bonita. Ela só é prazerosa, mas, eis que o prazer pleno é a felicidade constante, sendo esta impossível, aquele é utopia. E por quê o hedonismo? Por quê essa droga de lei máxima da vida? Por que todos nos resumimos apenas a isso? Não quero me unir à prostituta e ao advogado nessa busca irracional. Eu quero viver a mim, explorar tudo o que, dentro da minha pele, há de melhor. E o que lá existe não é felicidade. Esse sentimento barato é o que me reduz à prostituta e ao advogado. Sejamos todos livres e vivamos nossa vida de prostituição e advocacia, ao menos uma vez por dia, nos vendendo, filantropicamente, em nome do prazer do próximo e defendendo a todos de seus próprios fantasmas, inclusive dos nossos.
Nunca antes as palavras foram tão imprecisas e as frases tão incertas, pois não havia o torpor proporcionado por essa felicidade vigarista. Ela só veio para anuviar meus pensamentos, tirar do meu lápis a habilidade e dos meus olhos a atenção. Eu gostaria de falar sobre o tamanho do meu amor, da minha dor, da riqueza das minhas reflexões, do meu - breve e, justamente por isso, cheio de remorso - arrependimento, da minha falta de virtudes e da minha desilusão sobre o mundo. Mas como falar disso quando se está imerso em enganos deleitantes? Queria falar do meu asco às frivolidades, mas é passo em falso. É exatamente isso que estou fazendo. Minha incorruptível convicção se deu a idiotices. Só queria entender por que razão ainda me sinto tão bem - afora a incapacidade dissertativa atingida em alto nível e grande estilo.
Eu gostaria de não estar tão bem, pois assim eu poderia me sentir um pouco melhor. Não acho a felicidade muito intelectualizada... acho-a menos ainda bonita. Ela só é prazerosa, mas, eis que o prazer pleno é a felicidade constante, sendo esta impossível, aquele é utopia. E por quê o hedonismo? Por quê essa droga de lei máxima da vida? Por que todos nos resumimos apenas a isso? Não quero me unir à prostituta e ao advogado nessa busca irracional. Eu quero viver a mim, explorar tudo o que, dentro da minha pele, há de melhor. E o que lá existe não é felicidade. Esse sentimento barato é o que me reduz à prostituta e ao advogado. Sejamos todos livres e vivamos nossa vida de prostituição e advocacia, ao menos uma vez por dia, nos vendendo, filantropicamente, em nome do prazer do próximo e defendendo a todos de seus próprios fantasmas, inclusive dos nossos.
Nunca antes as palavras foram tão imprecisas e as frases tão incertas, pois não havia o torpor proporcionado por essa felicidade vigarista. Ela só veio para anuviar meus pensamentos, tirar do meu lápis a habilidade e dos meus olhos a atenção. Eu gostaria de falar sobre o tamanho do meu amor, da minha dor, da riqueza das minhas reflexões, do meu - breve e, justamente por isso, cheio de remorso - arrependimento, da minha falta de virtudes e da minha desilusão sobre o mundo. Mas como falar disso quando se está imerso em enganos deleitantes? Queria falar do meu asco às frivolidades, mas é passo em falso. É exatamente isso que estou fazendo. Minha incorruptível convicção se deu a idiotices. Só queria entender por que razão ainda me sinto tão bem - afora a incapacidade dissertativa atingida em alto nível e grande estilo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário