terça-feira, 29 de abril de 2008

sobre respeitar o tempo dos outros ...

Há verdade no senso comum e nos provérbios populares. De fato há verdade nisso tudo e em outras coisas mais. Mas há também o depósito errôneo de outros gêneros nesse tipo de conhecimento. Quem enuncia essas verdades, por vezes, as dota de uma carga de preconceitos pessoais, além de, provavelmente, frustrações e todo tipo de sentimento ou valor contagioso.
Só se dá valor para determinado aspecto após dar-se pela falta do mesmo.
É dispensável explicar qualquer coisa a respeito, pois, todos sabemos, se não com a alma, ao menos com nossa capacidade interpretativa, o significado desse ditado. Além de que, no momento, não convém a interpretação pronta de uma única pessoa sendo imposta, pois toda a idéia cairia em contradição.
Basta dizer que esse é um ótimo ponto para ser tomado como exemplo. É de praxe que alguém, ao buscar apoio para uma situação que poderia ser prevista com esse conhecimento específico, seja recebido com afirmações de pretensa sabedoria. Como se houvesse alguém capaz de sempre saber tudo de antemão. Saber com verdade, saber sem a necessidade de provar o saber. Saber no mais puro sentido do verbo. Saber com propriedade.
Um sábio respeitaria o tempo de aprendizagem do próximo.
Além disso, ele parabenizaria o outro por sua inédita descoberta, com sincera admiração.
Não sou sábia. E fico furiosa porque os outros também não são.

Um comentário:

Paula disse...

Coisa linda de Deus o cerébro dessa menina!
Esses dias, me peguei pensando sobre isso... As diferenças sutis entre bom senso, senso comum e sabedoria - e o valor que damos a esses tipos específicos de conhecimento.
Não vejo pelo lado pejorativo.
Mas ouso discordar de uma idéia sua: me desculpe, mas você é sábia, sim, senhorita.
Quando vai ser a próxima publicação? rs.
Te adoro taaaanto!