terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cócegas na minha mente .

Cócegas.
O modo como cada pessoa reage a elas diz muito.

Existem as crianças que riem aquele riso delicioso, sincero e espontâneo, que nos deixa com uma vontade incrível e inexplicável de continuar vivendo. Para ter o direito de desfrutar da benevolência desse som puro, basta fazer cócegas na barriga de uma criança querida.

Existem os velhos que riem cansados, com expressões significativas, dizendo que, outrora, eles tiveram uma vida exatamente igual a sua. E lhe permitem concluir, caso assim deseje, que você também acabará rindo cansado um dia. Isso é injustiça da parte deles, de certa forma. Mas quando insistirmos em antecipar nossas vidas com o exemplo de outros, basta fazer cócegas na memória de um velho querido.

Existem as pessoas da idade indefinida. Não conheço muitas delas. Elas são raras. E estão em todo lugar. O tempo todo. Ora elas riem deliciosamente, ora elas riem cansadas. Elas possuem um estado de espírito inconstante, coisa esta que me encanta enormemente!
Se você fizer cócegas na consciência de uma pessoa desse tipo quando ela estiver remoendo certos pensamentos, ela pode lhe entregar uma expressão carrancuda, daquelas que são capazes de ferir boas intenções. Mas não se preocupe. Ao fazer cócegas na consciência de outra pessoa, certamente nossas intenções não são boas, portanto já estamos preparados para receber uma resposta ácida.
Para ganhar uma resposta afável, basta fazer cócegas nas exaltações pessoais de alguém que seja etariamente indefinido. Mas atente ao fato de que nada sobre sinceridade foi mencionado.
Se você fizer cócegas na fé desse tipo de pessoa, espere reações adversas. Ninguém seria capaz de sucintar todas as possibilidades existentes. Seria mesmo burrice tentar fazê-lo.


Hoje eu não fui capaz de fazer um rascunho. Simplesmente aproveitei para ouvir o que meus dedos tinham a me dizer. Quem mandava neles? Não sei... Agora sinto um alívio muito bom... Onírico. Boa Noite.

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